Sexo oral: o que elas realmente gostam
Escrito por: Waldemar Krueger (Cofundador da Lucy)
Revisado por: Lucimar Ghelfi — CRP 12/02552
É uma das formas mais eficientes de estímulo do clitóris. Veja os erros mais comuns e o que funciona de verdade.
Sexo oral: o que elas realmente gostam
O sexo oral é uma das formas mais eficientes de estimular o clitóris — e como 36,6% das mulheres relatam que o estímulo do clitóris é necessário para o orgasmo, isso explica por que ele funciona tão bem. Mas a maioria dos homens comete os mesmos três erros: pressão demais, mudança de ritmo na hora errada, e pressa. E existe um quarto, silencioso: fazer com cara de obrigação.
Por que funciona tão bem
Três motivos práticos:
● Permite estímulo direto e contínuo do clitóris, que é onde a maioria precisa
● A lubrificação natural da boca resolve o problema do atrito
● Libera as suas mãos para outros estímulos ao mesmo tempo
E tem um quarto motivo, que é psicológico: para muitas mulheres, sentir que o parceiro tem prazer em dar prazer é parte importante da excitação.
Os erros mais comuns
1. Ir direto e com força.
O clitóris tem uma densidade enorme de terminações nervosas. Começar forte, antes de ela estar excitada, incomoda — e ela raramente vai dizer.
2. Mudar o que está funcionando.
Esse é o campeão de reclamações. Ela começa a subir, você resolve variar para "melhorar", e ela desce. Quando encontrar, mantenha.
3. Ter pressa.
Fazer dois minutos para cumprir tabela. Ela percebe, e isso vira mais uma prova de que é obrigação.
4. Demonstrar que não gosta.
Cara fechada, pressa para terminar, comentário depois. Isso machuca mais que a técnica ruim, e faz muita mulher passar a recusar.
5. Parar cedo demais.
Muitos homens interpretam o aumento da resposta dela como o orgasmo. Continue até ela avisar ou até o corpo relaxar.
▶ Assista: A técnica que 95% dos homens fazem errado no sexo oral
O que funciona
Comece longe.
Coxas internas, virilha, por cima da região. Aproxime devagar. A antecipação faz parte do estímulo.
Use a língua plana, não a ponta.
Superfície maior distribui a pressão. A ponta concentra e frequentemente incomoda no começo.
Movimento constante e ritmado.
Previsibilidade é aliada aqui. O corpo dela precisa poder subir sobre algo estável.
Some a mão.
Estímulo interno com os dedos junto com a boca costuma ser a combinação mais eficiente, e reduz o seu cansaço.
Ajuste a posição.
Travesseiro sob o quadril dela melhora o ângulo e o seu pescoço agradece. Deitar de lado também funciona bem para sessões mais longas.
Preste atenção nas respostas.
Respiração, tensão das coxas, movimento do quadril, mão na sua cabeça. O corpo dela fala antes da boca.
▶ Assista: 3 posições de sexo oral que vão enlouquecer sua parceira
Se existe resistência da sua parte
Vale entender de onde vem, e eu digo isso sem julgamento.
Às vezes é questão de higiene — e essa se resolve conversando, com um banho junto antes, sem transformar em acusação.
Às vezes é uma ideia aprendida de que é submissão. Vale examinar isso, porque é uma crença que custa caro a vocês dois.
E às vezes é insegurança sobre a técnica, o que se resolve praticando e perguntando.
O que eu não recomendo é fazer com má vontade. Nesse caso é melhor conversar honestamente do que fazer de um jeito que ela vai lembrar como constrangimento.
Se você quer aprender isso com detalhe técnico, eu explico numa aula ao vivo e respondo suas dúvidas na hora.
E me conta nos comentários: ela já te disse o que prefere? Eu leio e respondo todos.
Perguntas frequentes
Ela tem vergonha de receber. O que fazer?+
Não insista no momento. Converse fora da cama, entenda de onde vem, e considere começar com luz baixa ou depois do banho, se isso ajudar.
Quanto tempo devo continuar?+
Até ela chegar ou até ela pedir para parar. Não estabeleça tempo — estabelecer tempo é criar meta.
Posso usar lubrificante junto?+
Pode, e ajuda em sessões mais longas. Prefira produtos próprios para uso íntimo.
E se eu não gostar de fazer?+
Vale entender o motivo. Higiene se resolve; crença sobre masculinidade merece revisão; má vontade é melhor conversar do que fingir.
Referências
- 1.Herbenick D, et al. Women's Experiences With Genital Touching, Sexual Pleasure, and Orgasm. J Sex Marital Ther. 2018;44(2):201-212. PubMed Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.
